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terça-feira, 12 de junho de 2012

ESTOU DECEPCIONADO, O QUE FAZER?

Ed Renê Kivitz responde esta dúvida de milhares de leitores

Meu nome é Maria Cecília e tenho 47 anos. Nasci num lar cristão e nunca me afastei do evangelho, mas hoje estou muito decepcionada com a igreja. O que devo fazer?
Maria Cecília, minha experiência pessoal é parecida com a sua, e é muito comum ouvirmos pessoas dizendo que a melhor coisa que podemos fazer para seguir a Jesus é romper com a religião institucionalizada e as estruturas eclesiásticas formais. Durante muito tempo desconfiei de que esse seria mesmo o melhor caminho. Mas aos poucos fui percebendo que minha dificuldade não era com a igreja em si, ou com a necessária vivência comunitária da fé, mas com as lideranças, os rituais, os legalismos e as crenças que pretendem expressar o evangelho de Jesus Cristo. A maioria das pessoas que me procuram trazendo a mesma angústia que você expressa na sua pergunta, na verdade, não está desapontada com o evangelho, mas com uma versão específica desse evangelho. Mas também é verdade que se tirarmos as comunidades, os mentores espirituais, os rituais, as crenças e os imperativos morais, o evangelho deixa de ser uma realidade histórica e social, e passa a ser uma ideia abstrata que acaba se perdendo no caudal da cultura. Concluí que a questão não é ser cristão com igreja ou sem igreja, acatar ou não a autoridade de uma comunidade ou tradição religiosa, assumir ou não assumir determinados comportamentos como certos e outros como errados, e até mesmo participar ou não participar de rituais coletivos de celebração da fé. Mesmo num grupo pequeno, informal, haverá hierarquia, liturgia, crenças e uma estrutura mínima de organização da comunhão, comportamentos aceitáveis e outros rejeitados. Como nos ensinou Jesus, na falta do odre o vinho se perde. A questão não se resolve quando abrimos mão dos odres, mas quando temos a coragem de substituí-los, o que, em alguns casos, significará destruir um odre para que seja possível fazer outro.

• Ed René Kivitz é pastor da Igreja Batista de Água Branca, em São Paulo. É mestre em ciências da religião e autor de, entre outros, “O Livro Mais Mal-Humorado da Bíblia”.

Por que há tantos pastores ruins?


Por Walter McAlister
De uns tempos para cá tenho visto, com uma incredulidade cada vez maior, um fenômeno que me força a fazer esta reflexão. Minha incredulidade se resume a isto: será que há tantos pastores ruins e tão poucos bons pastores neste nosso Brasil, meu Deus?!
Pergunto isso (primeiro a mim mesmo e, em segundo lugar, de modo mais temático) porque na blogsfera-internet-facebook-twitter-cultura (neologismo meu, confesso) o consenso parece ser o de uma condenação generalizada da categoria. Anteontem foi o Dia do Pastor. Mas, será que resta o que celebrar? Pelo que leio por aqui, poderíamos muito bem chamar a data de O Dia do Farsante.
O clero anda em baixíssimo conceito com os internautas. Será que é o caso entre os que não navegam pelos fios óticos e wi-fis deste mundo virtual? Não sei. Sinceramente, não sei. Mas, já que estou aqui na blogsfera, lá vai a minha reflexão para quem compartilha do universo virtual.
Primeiro, quero afirmar que conheço muitos pastores. Muitos dos que conheço são bons pastores. São pessoas movidas por um desejo de servir a Deus (pelo menos é como eles começaram). Há um desnível de preparo e oportunidade entre eles, claro. Mas há uma motivação inicial que me parece uma regra. Cada um se sentiu chamado por Deus para servi-lo e, consequentemente, alimentar as suas ovelhas.
Há maus pastores, confesso. Creio que nem todos têm um pastor em quem podem confiar, a quem recorrer ou de quem sequer têm orgulho de ter como o seu pastor. E, sabendo desse fato, creio ser importante pontuar algumas razões para isso.
Há muitos pastores no Brasil, hoje, que não foram bem preparados para o ministério. Alguns foram criados em situações que sequer exigia um ensino ou treinamento (teológico, bíblico ou ministerial). Bastava “levar jeito” pra esse “negócio” e logo foram promovidos para ocupar lugares para os quais não têm a menor noção do que se trata. Sem preparo teológico, bíblico ou ético, acabaram lançando mão de qualquer maluquice que parece “dar certo”. Fizeram correntes de toda sorte. Suas mensagens não passam de capítulos de livros que leram ou que estão na moda, como: prosperidade, guerra espiritual, conquista de cidades ou coisa parecida.
Vivem de campanha em campanha e querem criar uma “grande obra” para a glória de Deus. Essa “grande obra” (geralmente um prédio ou um programa de TV, rádio ou algo parecido) não passa de uma fonte de enorme despesa que vai sacrificar o povo, que é visto como fonte de muito lucro. Para tanto, precisam de cada vez mais povo. E para que tenham isso, vão ter que lançar mão de mensagens e promessas que atraem esse povo (se chamarem um dos cantores “gospel” ou o coral das crianças for posto para cantar, também funciona).
O balcão de ofertas abre, a birosca fica aberta e o povo vem. Com as músicas da hora, os jovens berram ao microfone, de olhos fechados (claro, porque precisam demonstrar que estão no enlevo), e todos assistem atônitos às versões locais e genéricas dos superastros da música gospel. É quase cómico, se não fosse tão trágico.
Por sua vez o pastor tem que assumir ares de “Grande Servo do Senhor”, chegando a ter que se autodenominar “Apóstolo”, “Profeta”, e só falta alguém se declarar o “Quarto Membro da Santíssima Trindade”. É uma igreja em agonia. Seus gritos e gemidos (que muitos acham serem sinais de “poder”) só denunciam a falta de vida real íntima com Deus, e conhecimento profundo das Escrituras (que é a obrigação de qualquer um que se propõe a ser um obreiro aprovado).
Por outro lado (e agora me remeto ao extremo oposto), há homens extremamente bem preparados nas Sagradas Letras. Mas sua vida ministerial é sujeita a um regime massacrante de comitês, relatórios e avaliações. Se lançaram no serviço do Senhor, mas se acham hoje como serviçais de leigos que nunca deveriam ter o poder sobre eles que têm.
Compaixão é uma das vítimas dessas estruturas. O pastor teme pelo bem-estar da sua família: sua esposa, que é duramente cobrada pelas irmãs da igreja; seus filhos, que são maltratados na escola por serem os filhos do pastor, mas que são cobrados pelos seus pais na igreja (pois, se pisarem fora da linha, o comitê talvez não renove o contrato e aí fazer o quê? Vai botar comida na mesa como?) Mesmo empregados, os pastores são mal, mas muito mal remunerados – pois, afinal, existem tantos “marajás” no ministério, mas “aqui não!”. Entre os oportunistas marajás e os bons servos que são reduzidos ao medo e mendicância para poderem pastorear, não me admiro que haja tão poucos bons pastores. Os poucos que vencem o sistema são os vitoriosos e poderosos, que acabam sentando em comitês denominacionais, envergando um poder político além da sua igreja local, e que acaba redundando num prestígio cada vez maior, para assegurar a sua longevidade no púlpito local. É a morte.
Os sistemas, as estruturas e as políticas eclesiásticas não permitem que haja bons pastores. Não comportam líderes de verdade. Os maus se dão bem em sistemas que não exigem política. Com o seu talento de convencimento, o povo vem, sofre, mas apanha por achar que tem que ser assim. Enquanto há bons pastores que são esmagados por sistemas vítimas da nefasta politicagem eclesiástica.
O povo dessas igrejas fica sem pastor, que de fato está na mão de leigos. Ou o povo fica nas mãos de lobos e anticristos que, com charme, lábia e encenações de “unção” lideram para o seu próprio enriquecimento. E os bons pastores ficam sem púlpito e seus filhos abandonam a igreja (pois viram como ela esmagou os seus pais), deixando pai e mãe de coração partido, pois o eles que mais queriam era ver seu filhos seguindo nos caminhos de Deus.
O coração dói. Os anjos choram. O Corpo de Cristo sangra. Pastores fogem do ministério e vendem seguros ou recorrem a uma capelania. E a blogosfera registra o fel dos que queriam algo mais. Queriam líderes que manifestassem devocionalidade sem afetação, liderança sem abuso, compaixão sem politicagem, ensino das Escrituras sem modismos. E os pastores queriam apenas um lugar onde pudessem alimentar as ovelhas, pois, como Pedro, confessam o seu amor pelo Mestre.
Conheço bons homens assim. Tenho o privilégio de liderar muitos deles. Vejo o povo que pastoreiam feliz, com prazer em se reunir para louvar a Deus, e alimentados pela Bíblia. Mas o coração pesa. Ouço o choro de muitos, o lamento dos desigrejados (os que fugiram para não morrer) e já vi pastores de joelhos aos prantos pelos filhos perdidos no mundo. Não bastasse o dano, vejo que ainda muitos lobos patrulham a blogosfera e os escombros da Igreja de Cristo, tentando abocanhar os que vivem desgarrados do rebanho, com palavras suaves e antigas heresias requentadas e vendidas como algo novo e relevante. Se tão somente tivessem um bom pastor, que desse a sua vida pelo rebanho! Se tão somente os bons pastores achassem um lugar para servir com pureza de coração!
Ah, Senhor da seara, vivifica a Tua Igreja – Noiva do Cordeiro e Corpo de Cristo – “a plenitude daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstância” (Ef 1.23). Tem misericórdia de nós e vivifica-nos, Pai.
***
Walter McAlister é pastor e escreve no seu blog pessoal. Divugação: Púlpito Cristão.

“A mentira gay desmascarada”, diz Silas Malafaia sobre os números da Parada Gay de SP

Segundo o Data Folha apenas 270 mil pessoas participaram, sendo que os organizadores esperavam 3 milhões de manifestantes


“A mentira gay desmascarada”, diz Silas Malafaia sobre os números da Parada Gay de SP
Os resultados divulgados pelo Instituto Datafolha mostram que a Parada Gay da cidade de São Paulo teve o público menor do que o esperado e tal informação fez com que o pastor Silas Malafaia se manifestasse para mostrar que os ativistas gays inflam os números para conseguir destaque.
O instituto de pesquisas utilizou pela primeira vez o método para medição do público utilizando caráter científico e divulgou a presença de 270 mil pessoas no evento que aconteceu no último domingo (10) na Avenida Paulista.
“Há muito tempo eu sei que os ativistas gays inflam os números para pressionarem a sociedade e os políticos, afim de que seus privilégios sejam estabelecidos”, escreveu Silas Malafaia no site Verdade Gospel.
O pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo é considerado um dos principais inimigos dos ativistas gays por se posicionar contrariamente às propostas que pedem privilégios para os homossexuais.
“De agora em diante não dá mais pra mentir. A verdade está aí, nua, crua e patente!”, diz ele falando sobre a falta de público no evento, afinal apenas 7% do esperado de fato participaram da Parada Gay 2012 que já fora considerada como a maior do Brasil e uma das maiores do mundo.
A organização do evento diz que não irá divulgar este ano a estimativa de público, mas afirma que a quantidade de pessoas ficou próxima a do ano passado, quando alcançou 4 milhões. A Polícia Militar informou que apenas a organização poderia divulgar esse número.
Com informações G1 e Verdade Gospel