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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Nos Visitam

Os irmãos jovens da fé Alto da Conceição estarão conosco neste sábado e vamos ter um bom momento de comunhão. Venham todos participar.
Culto Infantil

Não teremos culto infantil amanhã. Por favor, avisar aos demais.
Hoje é Dia de Oração

Hoje temos culto de oração e vamos orar juntos. Tem muitos irmãos e amigos precisando da nossa oração e nós precisamos da oração dos nossos irmãos.
QUAL TAMANHO CERTO DE UM SERMÃO?

Missionário da Sepal pergunta: pregação longa é sinal de conteúdo?


Sermão longo ou expositivo representa muito conteúdo? Qual melhor forma e tempo de pregar a palavra? Como perceber que a Igreja está cansada daquela forma de ministrar a mensagem? São muitas perguntas e poucas respostas, afinal não há formula pronta na forma de pregar a palavra de Deus. O jovem missionário da Sepal, Marcos Botelho, coloca ainda mais pimenta no assunto em um artigo e cita as 3 pregações das quais ele está cansado e questiona em artigo qual melhor forma de trazer um sermão à igreja.

As 3 pregações das quais estou correndo


Marcos Botelho


Não precisa de muito. Depois um certo tempo de igreja, qualquer um começa a ficar especialista nas estruturas das pregações, de tanto ouvi-las. Ouvimos no mínimo uma pregação por semana.

Por outro lado, nós pastores, líderes e pregadores, por causa da rotina eclesiástica temos que preparar duas, três ou até mais pregações durante a semana. Além de ter que estar com a vida santa, ouvir a voz de Deus, escolher o texto certo, pesquisar os comentários e fazer uma exegese básica, precisamos saber comunicar o que entendemos da Palavra.

Não é fácil fazer isso tudo antes de pregar e ao mesmo tempo atender as demandas que o ministério pastoral trás.Nada pior que sentar por uns 40 minutos para ouvir uma pregação e chegar no final e não ter absorvido quase nada e sentir que esta saindo dali praticamente do mesmo jeito que entrou.

Lógico que pode ser culpa do ouvinte por distração, falta de interesse, falta de ouvidos para ouvir, etc. Mas hoje gostaria de falar sobre três tipos de pregação das quais eu estou correndo ao preparar, como pregador, e ao ouvir como ovelha.

História sem fim:

Como já falei, devido a correria do ministério e ao acumulo de funções em cima dos pastores, muitas vezes eles não tem tempo de preparar a mensagem como deveriam, e quando isso acontece, geralmente, a pregação vira uma história sem fim.Como o pregador não tem bem certo aonde ele quer chegar com sua fala, ele nunca chega. Fala, fala, fala e não consegue comunicar a mensagem.

Às vezes chega a ser desesperador, pois a gente vê que ele quer acabar, mas não consegue falar. Com isso fala várias vezes “para acabar”, “finalizando”, mas só quer dizer: Ai, ai, ai ainda não senti que falei o que queria falar.Temos o mito que quando um pregador demora muito em uma pregação é porque ele tem muito conteúdo para falar. Mas isso não é verdade. Boa parte é simplesmente porque ele não preparou o suficiente.

Quando preparamos uma mensagem, a primeira parte é a coleta de dados históricos, gramaticais, ilustrações, etc. Mas a segunda parte é a eliminação de informações extras e o foco na mensagem principal. Se não temos tempo para essa limpeza, ficamos na primeira parte, com uma história sem fim.

Incógnita e confusa:

Outro problema quando o pregador não tem tempo de preparar é subir no púlpito sem saber a mensagem principal. Então ele vagueia de uma ideia a outra, de um versículo a outro, como uma grande colcha de retalhos.Sabe qual o problema dessas mensagens? É o mito que carregamos de que se não entendemos nada da mensagem é porque ela foi muito profunda e a culpa foi nossa de não conseguirmos entendê-la.

Confundimos pregações profundas com pregações confusas, e também o contrário é verdade, confundimos pregações claras e de fácil compreensão com pregações rasas e sem conteúdo.Uma boa pregação precisa ter unção de Deus, exegese, bons exemplos, mas fundamentalmente, uma boa pregação precisa ser clara e bem compreendida.

O Limbo:

A última pregação da qual eu estou correndo e que também é fruto de quem não teve tempo o suficiente para preparar é aquela que começa com qualquer versículo, com qualquer tema, mas depois de 5 minutos cai no limbo repetitivo e igual às outras centenas de pregações que você já ouviu, sem terem sido preparadas.Esse é um costume muito comum de quem não prepara a mensagem, uma palavra que cai no mesmo limbo todos os domingos e deixa você com a sensação de que está vendo um filme da sessão da tarde, onde o texto e o tema são novos, mas todo o resto é a mesma coisa.

Sei que a mensagem da cruz de Cristo é a mensagem principal e tem que ser repetida para novos e velhos crentes. Não é isso que eu estou chamando de limbo.Amo ouvir uma boa pregação, onde sou corrigido, doutrinado, desafiado, animado, inspirado e confrontado. Mas as mensagens sem preparo e vazias, estou correndo delas.

www.ultimato.com.br

Pastor liderava grupo de sequestradores

Manuel Nazareno de Souza, 58, um homem quase idoso, de aparência afável e pastor de uma igreja evangélica em Porto Velho, é apontado pela Polícia Civil como líder de um grupo de sequestradores que agia na Capital. Nazareno também é servidor público da Prefeitura de Porto Velho, e dono de uma casa de recuperação para dependentes químicos, mas, ao invés de recuperar os jovens viciados, recrutava-os para o crime. Ele foi preso no último sábado,19, no bairro Cidade do Lobo após ter, segundo o delegado José Marcos – responsável pelo caso –, praticado extorsão mediante sequestro de duas vítimas, ambas mulheres. Junto com o pastor também foram presos: Alex Moreira Viana, 25, Claudio Sérgio Góes, 25, e um menor de 18 anos, apontados por participar da quadrilha liderada por Nazareno. O líder do grupo já tinha passagem pela polícia. Em 2004, foi preso por roubo e, segundo ele, era taxista.


Fonte: Rondônia Dinamica.com

Por que o gospel conquistou o Brasil


Por Joêzer Mendonça

Festival Promessas realizado no dia 10 de dezembro de 2011, transmitido pela Rede Globo
Por que o gospel conquistou o Brasil? Essa é a pergunta feita por uma revista semanal. Mas é bom deixar claro que o gospel não conquistou o Brasil. Na verdade, o gospel conquistou os evangélicos e o bolso falido do mercado fonográfico secular. E isto é um feito bastante comemorado. São evangélicos, e aqui agrego protestantes e pentecostais sob o mesmo guarda-chuva, os principais consumidores da música gospel. Quem compra produtos do Padre Marcelo Rossi dificilmente vai adquirir produtos com a marca evangélica. E vice-versa. Espiritualistas, umbandistas, budistas, judeus e muçulmanos também não são fazem parte do público de Regis Danese e Diante do Trono.
As evidências financeiras demonstram a força econômica do segmento evangélico. Candidatos à cargo legislativo não deixam de acenar para as igrejas evangélicas. Os meios de comunicação, atrelados à grandes gravadoras, promovem artistas cristãos. As universidades se debruçam sobre esse tema. Então, mesmo sem estar à altura de ser convidado a responder publicamente essa questão, nem à convite do meio secular nem do meio evangélico, vou sugerir algumas respostas e explicações.
A explicação estatística: o fenômeno do crescimento evangélico não é uma dádiva de toda denominação cristã. O número de católicos se reduz a cada censo e os protestantes têm crescimento moderado. As igrejas do pentecostalismo histórico, como a Assembleia de Deus, também não crescem em ritmo espantoso. A explosão demográfica ocorre no ramo neopentecostal (das igrejas Universal, da Graça de Deus, do Poder de Deus, Renascer, Sara Nossa Terra e muitas outras cujo nome começa com Comunidade Evangélica acrescido do bairro onde se localiza). Maior número de fiéis implica maior número de consumidores. Mas não existe aumento de consumo sem aumento da riqueza do país. Precisamos de mais justificativas.
A explicação econômica: Essa expansão religiosa começou principalmente em regiões urbanas com maior índice de pobreza e com menor escolaridade. Daí a argumentação de que estas igrejas exploram a necessidade de conforto espiritual e material ao prometerem bênçãos assim na terra como no céu. O fiel não precisa esperar para ter uma carruagem no céu. Ele já pode ter seu carrinho aqui e agora. A teologia da prosperidade encontrou um terreno fértil na teoria econômica da prosperidade do governo Lula. O sucesso de um gigantesco plano de transferência de renda, como o Bolsa-Família, possibilitou a entrada de milhões de pessoas no mercado de consumo e a saída de outros milhões da miséria total. Mesmo longe do crescimento chinês, a economia brasileira cresceu o suficiente para animar o circuito do mercado: aumento de consumo – aumento de produção – aumento de empregos e mais consumo etc. No campo evangélico, surgiu um grande nicho consumidor de produtos de moda e música. Aumentou-se a produção musical, gerou-se mais renda e emprego na indústria de linha gospel, o que levou à organização de um evento comercial de grande porte como a ExpoCristã. Mas há velhos e novos ricos nessas igrejas; só a economia não explica tudo.
A explicação sociológica: desde sua inserção no Brasil, o protestantismo e o pentecostalismo afastaram-se da cultura musical popular brasileira. Os primeiros conversos eram de origem europeia e também não compartilhavam o gosto pela música tupiniquim. Depois os hinos passaram a ser cantados em português, mas eram, em sua maioria, versões de hinos norte-americanos e europeus. Era uma época em que o país era oficialmente católico e qualquer outra religião era vista com suspeita e preconceito. Junte-se a isso o sectarismo religioso e o elitismo musical e temos uma igreja cunhada em forte repressão a comportamentos individuais e objetos culturais (penteados, vestuário, música popular, futebol, filmes).
Desde o final do século 20, há maior espaço na sociedade para o exercício da individualidade e da identidade cultural local. Os jovens reúnem-se em torno de gostos e idiossincrasias comuns, gerando as tribos urbanas dos surfistas, dos metaleiros, dos skatistas etc. A cultura tornou-se um bem de consumo e o marketing uma ferramenta indispensável. Tudo isso repercutiu no campo religioso. Inclusive a crise de liderança hierárquica e institucional, o que, no campo denominacional, gerou uma infinidade de novas igrejas. Os novos comportamentos sociais fizeram com que as igrejas remodelassem seus métodos de evangelismo. A opção por mudar a forma sem alterar o conteúdo pode ter efeitos discutíveis, mas aproximou a mensagem cristã central de salvação dos marginalizados social e culturalmente. A música, formato de atração preferencial, conservou a mensagem central evangélica na letra e abriu-se para os antigos e novos gêneros musicais populares.
A explicação estética-cultural: se as pessoas se sentem mais livres para expressar sua fé segundo a cultura musical que entendem e apreciam, de nada mais adianta um pastor dizer que “Deus não gosta dessa música”. Até porque um irmão mais atento vai perceber que não há uma só linha na Bíblia indicando qual o estilo musical da preferência divina [Deus pode ter suas preocupações estilísticas, mas a Bíblia ressalta mais Seu descontentamento com o coração hipócrita do adorador]. Durante décadas, a música foi administrada na igreja por pessoas que tinham formação musical clássica/erudita, o que teria determinado o modelo das composições litúrgicas. Sem nenhum apoio escriturístico, eles associaram a música clássica ao bom gosto e, como o culto evangélico era tradicionalmente formal e solene, certo modelo musical se tornou “o gosto de Deus”.
A sociedade atual, uma vigilante da liberdade individual, fez triunfar a democratização musical. Não só os formados em conservatórios podiam compor música cristã, mas o sacerdócio musical passou a ser de todos os crentes. Logo, a linguagem e a forma seriam diversificadas. As pessoas não precisavam mais louvar a Deus com a música “importada”, de letras enciclopédicas e de estilo parnasiano. Nem ter voz formalmente educada. A contextualização da linguagem vista em livros e revistas (como a maneira apropriada de falar para faixas etárias diferentes) passou a ser ouvida e cantada. Além disso, por muito tempo se teve vergonha de ser brasileiro e a cultura popular era demonizada. Os novos evangélicos têm orgulho da cultura nacional e usam a cultura brasileira para celebrar sua conversão, sua nova vida e seu Deus. Há mais gêneros musicais sendo tocados, mais pessoas que esperam ouvi-los e mais empresários querendo abocanhar essa fatia do mercado.
Ainda nesta semana, a segunda parte desse arrazoado, composto de explicações mercadológicas, midiáticas e teológicas.
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Joêzer Mendonça é músico e doutorando em musicologia na Unesp. É autor do blog Nota na Pauta. Divulgação: Púlpito Cristão.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Era o que faltava, crentes se consultando com pais de santo

A cantora Jossana Glessa compartilhou no twitter uma história que muito me impressionou.

Ela me contou que nesse último final de semana esteve ministrando em uma igreja evangélica. Lá ela ficou sabendo da existência de alguns crentes que costumavam frequentar o Centro Espírita de um poderoso pai de santo. Jossana afirmou que os crentes locais tinham por hábito visitar o religioso, visto que as Igrejas da localidade não estavam acostumadas a orar pelos enfermos.

Caro leitor, o episódio em questão me fez lembrar de um famoso programa humorístico da década de 80, protagonizado por Chico Anísio denominado "Escolinha do Professor Raimundo." Na época, um dos personagens que mais chamava a atenção era o Samuel Blaustein, que sempre que entrava em cena dizia: "Fazemos qualquer negócio."

Pois é, este triste episódio me faz pensar na existência de "evangélicos" que no afã de alcançarem seus objetivos pessoais estão dispostos a se prostarem em qualquer tipo de altar! Para estes, o que vale é o milagre, não importando se o autor da proeza foi Deus ou uma outra entidade espiritual qualquer.

Infelizmente a conclusão que chego é que alguns dos evangélicos no desejo de experimentarem milagres estão dispostos a rezar em qualquer cartilha, desde que isso solucione seus problemas.

Prezado amigo, ao contrário do que alguns pensam, acredito que os cristãos foram chamados por Deus a não viverem segundo as regras deste mundo. Sem sombra de dúvidas aqueles que nasceram de novo acreditam que Cristo é o verdadeiro caminho, não havendo necessidade de andar por atalhos que no fim são caminhos de morte.
Isto, posto, afirmo sem titubeios que o sincretismo religioso afronta a fé cristã.

Pense nisso!

Renato Vargens

Arqueólogo apresenta “novas provas” da travessia do Mar Vermelho

Tecnologia foi fundamental na busca pelos vestígios após mais de 3 mil anos




Arqueólogo apresenta “novas provas” da travessia do Mar Vermelho
O professor de hebraico antigo e arqueólogo Michael Rood está lançando um DVD em que promete mudar o entendimento da narrativa bíblicade Êxodo, em especial da travessia do Mar Vermelho. Tudo está documentado em um filme de aproximadamente duas horas, disponível em DVD e Blu-Ray, mas por enquanto apenas em inglês.
Ele fez gravações de vídeo subaquáticas no local historicamente identificado como o ponto de travessia. E diz que encontrou formações de corais que se parecem com as rodas das carruagens egípcias, além de ossos humanos e outras evidências do relato do Antigo Testamento.
Rood afirma: “Ateus zombaram da simples menção disso, religiosos modernos negam sua veracidade, especialistas afirmam que os locais tradicionais estão errados. Mas você verá [em vídeo] as evidências científicas e arqueológicas que ficaram preservadas em corais e pedras como testemunho para esta geração da travessia do Mar Vermelho e dos eventos no verdadeiro Monte Sinai”.

Durante meses, Michael Rood e uma equipe internacional de cientistas e exploradores documentaram os achados arqueológicos que consideram um dos mais importantes da história da raça humana. Eles vasculharam o antigo “Yam Soph” (o moderno “Golfo de Aqaba” também conhecido como “Mar Vermelho”), usando câmeras submarinas robóticas que mostram um grande campo de batalha submarino, onde o que sobrou do exército de Faraó ainda permanece incrustado no fundo do mar.
Segundo o arqueólogo, do exército que perseguiu o povo de Deus, estima-se que cerca de 20.000 carruagens foram destruídas naquele dia. Algumas formações de corais encontradas ainda hoje mostram, com a ajuda da tecnologia, que se tratam de vestígios de rodas com quatro pontos de sustentação, que são idênticas aos desenhos encontrados em tumbas egípcias do mesmo período.

E mais, as rodas estão cobertas por uma fina camada de ouro, algo pouco comum, que lhes concedem uma identidade única. O coral, por natureza, não se desenvolve sobre o ouro, o que permite que mesmo depois de tanto tempo os vestígios sejam facilmente identificáveis.
Além disso, ao longo da história, rodas de quatro, seis e oito raios foram usadas, mas as encontradas pela equipe são da 18 ª dinastia, ou seja, de 1.446 aC, quando acredita-se que o êxodo ocorreu.
Traduzido e adaptado de WND e Ark Discovery


Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/arquelogo-apresenta-novas-provas-da-travessia-mar-vermelho/#ixzz1vhzLUh1K

terça-feira, 22 de maio de 2012

Sambista evangélico está evangelizando Zeca Pagodinho

Família de Monarco Diniz mudou de vida e agora frequenta a Assembleia de Deus
por Jarbas Aragão


A família Diniz
O sambista Monarco Diniz durante anos foi o líder da Velha Guarda da Portela. Compositor, ele é co-autor de vários sambas em parceria com artistas consagrados. Porém, a família de Diniz tomou uma decisão que tem influenciado suas composições.
O filho mais velho, Mauro Diniz, converteu-se ao evangelho na Assembleia de Deus e a família toda o acompanhou, a mulher Claudia e os filhos do casal, Juliana, Tereza e Matheus. “Eu vou com Mauro na igreja dele. E acho bom. Lá dentro ninguém leva bala perdida”, conta Monarco. Em breve pode-se esperar um samba gospel de sua lavra. “Outro dia fiz uma primeira parte de um samba que começa assim “Evangelizei a minha vida / Ela era tão sofrida / Mas agora é feliz / Abri meu coração para o bondoso Deus / Era triste o sofrimento meus (sic) / Hoje vivo bem graças ao Senhor / Ao lado de um verdadeiro amor”, cantarola.
Mas não são apenas suas composições que mudaram. “Desde que nos convertemos em Cristo, estou tendo uma felicidade que nunca tive. Era o rei da boemia. Gostava de uma cachacinha e parei de beber”. Agora, por exemplo, ele não canta mais um verso da música “Meu lugar”, que fez em parceria com Arlindo Cruz. “Eu não falo mais aquela parte (“O meu lugar é caminho de Ogum e Iansã”). Mas o público canta. E o Arlindinho entende. Tinha até pastor no casamento dele”, explica.
Mauro tem compartilhado de sua nova fé com os amigos, mas diz que espera ver convertido Zeca Pagodinho. “Zeca me chama de reverendo. Ele tem uma fé inabalável. Canaliza para um lado (a umbanda). E é mais fácil levar alguém que acredita em algo do que um ateu”, acredita.
Na próxima quarta-feira, toda a família se reunirá na Cidade do Samba, para a gravação do DVD “Família Diniz, um coração azul e branco”, que deve contar com a participação de Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e os catedráticos da Velha Guarda da Portela.
Com informações jornal Extra


Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/sambista-evanglico-est-evangelizando-zeca-pagodinho/#ixzz1vbbYOSZE
Serie Antídoto (2): A cura para a igreja evangélica brasileira


Por Leonardo Gonçalves

Depois que escrevi o primeiro texto da série Antídoto, fiz uma pausa em minha vida virtual para testar até que ponto eu estava sendo fiel aos princípios ali elencados. Creio que ser fiel a Deus e ao chamado dele para nossas vidas é essencial para se tratar de um assunto como estes. Também tenho dedicado meu tempo a observar os padrões e as formas da igreja contemporânea, sempre em oração e buscando discernir o que há de errado com a igreja evangélica. Obviamente que o que escrevo aqui não é norma absoluta de verdade e reconheço que posso ser refutado em um ou outro ponto. No entanto, o texto que segue é um exercício sincero do sentimento do meu coração, fruto do desejo de ver uma igreja sã, que embora imperfeita, glorifica a Deus neste mundo e não se esconde da sua missão de ser sal e luz.

A igreja é fruto do evangelho, e o evangelho é o anuncio da igreja. Deste modo, nada mais sensato que começar nossa meditação falando de evangelho. A palavra evangelho é oriunda do grego e significa “boas notícias”. Biblicamente falando, a noção de evangelho está bastante próxima do conceito de redenção, proclamação e comunhão.

Evangelho é proclamação. Não é qualquer proclamação, mas a proclamação de que o reino de Deus foi inaugurado na terra na pessoa de Jesus Cristo e está presente na vida dos seus súbditos. O reino de Deus está presente, embora não em sua plenitude. O conceito do “já e não ainda”, isto é, a idéia de que a vontade de Deus é realizada na terra mais ainda não alcançou o seu auge é parte da proclamação, e nos impulsiona a continuar expandindo este reino através de nossas palavras e ações.

Evangelho é redenção. Redenção no sentido mais puro e mais gratuito. E redimir significa comprar. No evangelho, Deus revela sua generosidade ao comprar para si a humanidade caída, desfigurada e destituída de genuíno valor. Uma vez que todos pecaram e se fizeram inúteis, não havia razão alguma, a parte da generosidade de Deus, para que ele nos comprasse para si. No entanto, em um ato gratuito e soberano, Ele decidiu resgatar o homem da sua condição pecaminosa oferecendo o que de melhor ele tinha. Na cruz, o filho de Deus foi moído por nós.

Evangelho é comunhão. E comunhão é a essência da nossa nova vida. Comunhão é ao mesmo tempo o próprio evangelho (a boa notícia de que os homens que estavam separados de Deus podem entrar na presença dele e chamá-lo de pai), como a conseqüência dele (o acesso a uma nova vida na família de Deus, pela fé em Cristo). Desfeitas as inimizades, podemos sentar juntos para adorar e compartilhar.

Estes três elementos, embora básicos, dificilmente podem ser encontrados nas igrejas ditas cristas. Ora, a proclamação do evangelho é o reino de Deus, que é a sua vontade feita na terra através dos seus servos. No entanto, nada mais esquecido do que a vontade de Deus. Sermões sobre entrega, rendição incondicional á soberana vontade de Deus e conformidade com os seus planos estão totalmente out. O pacote evangélico contemporâneo, salvo raras e justas exceções, não admite a humildade e a subordinação entre as suas virtudes, exceto quando se trata de obedecer cegamente aos líderes eclesiásticos. O “evangelho” pregado nos púlpitos da atualidade exalta a vontade do homem e o coloca no centro das atividades cósmicas. Do homem, pelo homem e para o homem são todas as coisas, bastando apenas determinar o milagre.

Também a redenção perdeu sabor e significado. Em um mundo movido a feedback, não há sentido em pregar uma obra restauradora intimamente ligada ao conceito de eternidade. Além disso, em nosso mundo relativista não há espaço para noções “obscurantistas” tais como certo e errado, e o pecado se transforma em uma questão de ponto de vista. Em termos práticos, a presença do pecado deixou de ser reconhecida, e conseqüentemente, a redenção deixou de ser necessária. Do mesmo modo, a comunhão, o companheirismo, o discipulado integral não encontrou cabida neste mundo de Martas, onde todo mundo está continuamente ocupado com tantas coisas. Restam poucas Marias, dispostas a sentar aos pés do mestre no aconchego de uma reunião caseira, e ouvir o que ele tem a dizer, enquanto desfruta da companhia e do calor humano dos demais, irmanados, unidos.

Como restaurar a igreja e seu tripé evangélico (proclamação, redenção e comunhão) que durante séculos nos caracterizou pela alcunha? A verdade é que a forma de pensamento que criou os problemas que temos hoje não é capaz de resolvê-los. Não é criando novas comunidades engessadas, feitas nos moldes daquelas que repudiamos, que vamos resolver o problema. Aliás, não é o atual esfriamento das relações e a ausência de vida na igreja o resultado de termos copiado o modelo católico de catedral, preterindo as relações e relegando-as a um plano inferior? A reforma protestante foi uma reforma de doutrinas, mas faltou aos reformadores a coragem de reformar também as estruturas.

Assim, reconhecemos que a estrutura eclesiástica contemporânea e ocidental é um estereótipo ruim. Variam as liturgias, mas perdura a idéia extravagante de que o templo é um lugar sagrado, ao invés de um ambiente funcional, tal como na igreja romana. O resultado disso é o engessamento e a letargia crista, já que a igreja não oferece uma estrutura que favoreça a propagação da sua mensagem, concentrando todos seus esforços no interior dos seus edifícios e fazendo da reunião do templo seu momento mais solene e importante.

A igreja precisa voltar ao evangelho para elaborar uma eclesiologia que sirva os interesses do reino de Deus, e não dos homens. Ela precisa olhar para o Novo Testamento a fim de encontrar nele o paradigma que lhe falta. Parte deste labor consiste em corrigir e lapidar a liturgia do templo, facilitando a comunicação, colocando Cristo novamente no centro da adoração e contextualizando sua mensagem. Outra parte, e talvez seja a mais difícil para a igreja institucional, é promover uma estrutura de cultos nos lares, bem como reconhecer sua autenticidade como igreja de Cristo. Além de fomentar a comunhão, esta iniciativa levará a igreja aos diferentes lugares, cumprindo de forma espontânea a ordem de anunciar o evangelho a toda criatura.

O resultado deste modelo de igreja? Redenção!